AGOSTO
Ó mar
Faz-me ser
um homem em paz,
Que faz amar,
Que com sentido
Tirou uma estrela do céu.
E me destina
Ó estrela, rainha vespertina
Numa terra, num mar
Donde nasci.
Ó minha gente
O que me encalha aqui
É o mar raso
E quanto profundo
Caiçaro, vagabundo.
Canto uns versos,
Ensino cantar.
Ó dom de voar
Onde é que canto?...
Ó Ubatuba!
Tu és minha
E a gente que em ti se aninha
Sei não, se te merecem,
Mas como a luz nem todos prezam,
Como a Deus nem todos rezam.
Este se vão
E tu continuas minha.
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