quarta-feira, 8 de abril de 2020

AGOSTO

AGOSTO

Ó mar
Faz-me ser
um homem em paz,
Que faz amar,
Que com sentido
Tirou uma estrela do céu.
E me destina
Ó estrela, rainha vespertina
Numa terra, num mar
Donde nasci.

Ó minha gente
O que me encalha aqui
É o mar raso
E quanto profundo
Caiçaro, vagabundo.
Canto uns versos,
Ensino cantar.
Ó dom de voar
Onde é que canto?...

Ó Ubatuba!
Tu és minha
E a gente que em ti se aninha
Sei não, se te merecem,
Mas como a luz nem todos prezam,
Como a Deus nem todos rezam.
Este se vão
E tu continuas minha.

(1987)

Nenhum comentário:

Postar um comentário