MARIA
Na quietude de meus passos, em raia da
campina
Calco a sola nos pastos e colho uma flor
Sereno o voejar das aves,
O velejar das folhas
Cobre-nos um cenário azul
Ao redor, vasto verde - retrato de parede -
Conchego do riacho, correnteza delicada
No galho, colméia, lagarta e sabiá
Devaneios de menina
A colina me cantiga, domina, apazigua...
Ladrilho pau brasil, palhoça de sapê
Esgueira-se o dia, lamparina alumia
Paz, a noite faz, Maria
Com seus babados...
Remota cidade bota um (branco) ovo
Este chão me alimenta, não me enterra
(E rogo por merecer!)
Aura de liberdade, dia novo
Em paz!
(1990)
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