ENCANTO AO
LITORAL
Alvorecer
Doce inerência do dia
Coram-se as encostas
O sol tilinta nas curvas infinitas do mar
Ondas refletem a excêntrica
Luminosidade constelar.
É preciso o pouso da gaivota na laje
submersa.
Oh, vento manso que dança
ao acalanto de uma noite finda
Qual remanso acaricia a belezura
Da menina esguia da flor de meus olhos luz.
Enveredam os remos na estrada profunda.
Se canoas navegam
Naufragam tristezas
Surgem homens de sabedoria mística
Caiçaram-se.
Sereias
Singram baleias, estórias.
E o astro levanta-se majestoso
Apunhalando com a espada luzente
O corpo lenda do mar lustral.
Alvor
Sonolenta a vida desperta
Nos olhos do menino praieiro
Nos bocejos do pirata velho
No velejar das folhas secas
No despertar de gente boa, humilde
No café forte e um dedo de prosa.
E vão se apagando as velas
E vão içando as velas...
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